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segunda-feira, 15 de março de 2010

Saber consumir vira arma para preservar o ambiente. Veja dicas







Dicas de consumo que ajudam o ambiente

Especialistas dizem que não basta reciclar: o ideal é consumir sem agredir a natureza
De onde vem a carne que você compra no supermercado? Você sabe como é produzida uma comida congelada? Ao sair de casa, você desliga todos os aparelhos eletrônicos da tomada? Não? Se você é um cidadão preocupado com o futuro do planeta, está na hora de prestar atenção naquilo que você consome – e como consome.
Evitar o desperdício, entender de onde vem o alimento que colocamos na mesa, comprar só o que for realmente necessário, dispensar o uso de sacolas plásticas e usar de maneira inteligente os recursos naturais são os primeiros passos para tornar-se um consumidor consciente.
O consumo consciente está baseado naquilo que especialistas chamam de tripé dos três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. É isso mesmo: se até bem pouco tempo atrás a palavra de ordem era reciclar, agora a discussão é bem mais ampla.
Walter Barrella, professor de ecologia da PUC-Sorocaba, acredita que consumo consciente passa, primeiramente, pela questão da água e da energia elétrica. 
— Temos pouquíssima água potável disponível e o desperdício é enorme. Cerca de 40% da água tratada que sai da Sabesp é perdida até chegar nos lares – por problemas técnicos e de vazamentos. Uma vez dentro das casas, até 30% dela vai para os ralos. A população está crescendo e os recursos naturais são os mesmos, e até menores devido à poluição. Do total de água existente na Terra, apenas 3% são de água doce e a maior parte está em forma de gelo ou no subterrâneo. Menos de 0,1% é adequada ao consumo.
Desligue os aparelhos da tomada
A geração de energia elétrica é outra preocupação crescente entre especialistas. Para se ter uma idéia, 10% da nossa conta de luz corresponde ao que gastamos com os aparelhos eletrônicos no modo standby, ou seja, quando desligamos tevê, aparelhos de DVD e de som, apenas pelo controle remoto. Estamos, literalmente, jogando energia e dinheiro no lixo.
Por isso, consumir não é apenas aquilo que fazemos quando abrimos a carteira na feira, no supermercado ou no shopping. Todas as nossas ações, desde a hora em que acordamos até a hora em que vamos dormir, envolvem algum tipo de gasto. Usamos água, gás e energia elétrica para praticamente todas as atividades diárias: escovar os dentes, dar a descarga, fazer café, lavar e passar roupas, limpar a casa, preparar o almoço, e por aí vai. É a maneira como usamos esses recursos que faz a diferença.
Saber a origem dos produtos que chegam à sua casa também é importante. Como nos casos da carne vermelha e também da madeira, usada para a fabricação da maior parte dos móveis vendidos no Brasil. Grande quantidade da carne comercializada no país vem de pastos localizados em áreas desmatadas, principalmente da Amazônia, assim como mais de 80% da madeira vendida no Brasil e no exterior.

O desmatamento responde por cerca de 55% das emissões de gases de efeito estufa, fenômeno que contribui para o aquecimento global. Exigir o selo que certifica a procedência da madeira, por exemplo, é uma maneira de forçar o mercado a comercializar apenas aquilo que não agrida o meio ambiente, a fazer parte de um modelo de desenvolvimento sustentável.

Em dezembro de 2009, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) lançou o Programa Abras de Certificação de Produção Responsável na Cadeia Bovina, um selo que dará ao consumidor a certeza de estar comprando carne vinda de pastos ecologicamente corretos. Ao assumir a responsabilidade por aquilo que consome, a sociedade está dando um importante passo para o sucesso da preservação ambiental.

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